domingo, 28 de junho de 2009

O escrever

Escrever é realmente um arte, há, de forma lamentável ou louvável, aqueles que se arriscam nessa atividade, em vão ou não, admiro tal ato de coragem dos outros, e com modéstia, o meu. O escrever, trazer ao papel/tela, uma série de pensamentos, idéias, medos, fugas é deveras complicado, surge a insegurança, o receio de seu texto ser aceito ou não, se nós, escritores (rá), devemos escrever de alguma forma especial, ou parágrafos grandes com períodos curtos ou não, enfim, creio que possa até ser inumerável a quantidade de questionamentos que surgem. Bem, após esse grande e metalingüístico diálogo, começo, aqui, uma série de discursos meus, pensamentos em vão, friso que essa é a minha grande certeza das minhas escrituras, o vão, já que esses textos são estéreos, vagos, ruins, contudo, tento chegar a profundidade, não sei a(s) qual(is), mas a minha sim, porém, mesmo assim, a maioria desses textos serão dedicados ao nada, e, por fim, explico a razão da existência deste sítio, o escrever; devo ressaltar que o escrever traz um alívio por dentro, a diminuição de uma gangrena, para os mais românticos, a distração do spleen, para os ultra-românticos, um grito de guerra, para os condoreiros, enfim, uma enumerabilidade de sinônimos. E todas as razões, assim como a minha, é a fuga através da arte.

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